sexta-feira, 13 de março de 2009

Crítica de Karl Marx aos neo-hegelianos, inspirado na obra " A Ideologia Alemã"

Quando em 1841, Feuerbach dava ha público A ESSÊNCIA DO CRISTIANISMO. O livro teve forte repercussão, pois continha a primeira investida franca sem a contemplação contra o sistema hegeliano.

" O homem enquanto ser natural, fruidor dos sentidos físicos e sublimado pelo amor sexual, colocava-se no centro da naturza e devia voltar-se para si mesmo. Estava, porém, impedido de fazê-lo pela alienação religiosa".

Ao estudar essa crítica ao cristianismo, muitas coisas abriram-se nos horizontes de Marx, no entanto, sua mente inquieta que buscavam respostas o tempo todo não se conteve pelos caminhos apontados pelos jovens hegelianos, o que fez com que o pensador permanecesse pesquisando á respeito das relações humanas e a buscar compreender os motivos das organizações sociais tal como se encontravam. Foi então que percebeu, que apesar da ruptura proposta pelos neo-hegelianos à velha ideologia alemã, não trazia uma análise das relações materiais humanas, e sim a manutenção da visão idealista. Na crítica de Feuerbach, parte-se do pressuposto de que os homens organizam-se dessa forma opressora, devido às influências cristãs, mas uma vez que a religião é um produto da consciência humana, Marx, busca entender porque o homem desenvolveu essa divisão classista.

Através da visão materialista histórica, o teórico conclui que a consciência humana é a representação da realidade que ela vive, sua consciência, portanto, era o reflexo da forma como a humanidade produzia sua existência. Enquanto os hegelianos apontavam como caminho para a humanidade, uma relação racional com a religião, Marx percebia que enquanto as relações de divisão do trabalho permanecessem as mesmas, nenhuma mudança substancial ocorreria na sociedade.

Para chegar a essas conclusões, Marx foi estudar as formas materiais de produção da humanidade desde as suas constituições mais primárias até a chegada ao estado. Detectou então que desde a primeira forma de constituição familiar, que gerava responsabilidades de produção até a conhecida forma de hoje eram relações servis e opressoras, patriarcalismo, escravidão, estamentos e classes. Ou seja, os indivíduos não são formados tal qual a imaginação que é desenvolvida, mas sim a forma como produzem materialmente é determinado suas relações religiosas, políticas e sociais. Os homens ao desenvolverem sua produção material e a forma de intercâmbio das produções, transformam essa realidade no seu modo de pensar.

"NÃO É A CONSCIÊNCIA QUE DETERMINA A VIDA, MAS A VIDA QUE DETERMINA A CONSCIÊNCIA"

Ao fim dessas conclusões, Marx coloca como superação dessa situação, primeiramente o desgaste dessa forma de produção e aponta para o comunismo, uma nova forma de produção material da sociedade, onde os homens não se alienem ao seu trabalho, que é apresentado como única opção de sobrevivência, a nova relação, o comunismo seria o movimento real que supera o estado de coisa atual. Diferente da ruptura proposta pelo estado atual, que se diz porta voz dos interesses coletivos, mas que, no entanto não representa esses interesses, pelo fato do homem não encontrar suas satisfações subjetivas realizadas nesse. Uma vez que o estado que se propõe igualitário, representa os interesses da classe dominante (burguesia), por ser esse quem reafirma este conceito de propriedade, não encontrará a classe oprimida seus interesses reais satisfeitos? Por isso a necessidade de extinção dessa forma de produção, para o fim da divisão de classes e por consequência a inexistência da opressão do homem sobre o outro.



________________________________________________________
Nathália Oliveira: tem 21 anos, é estudante de sociologia e política na ESP, militante do Partido Comunista do Brasil na juventude e arrisca dar sua opinião contra qualquer tipo de opressão cometida na sociedade.




(as opiniões expressas nos textos aqui publicados são de total resposnabilidade dos escritores) .

Nenhum comentário:

Postar um comentário